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Bença, vó.

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Desde criança, quando descobri que as pessoas boas iam pro céu, a senhora sempre era a primeira da minha lista imaginária das que tinha certeza que iam pra lá. Não sei por que, quando pensava nisso (num átimo de tempo) via Deus sorrindo, cabelão e barba branca, recebendo a senhora de braços abertos. Imaginação de uma criança que não abstraía muito a falta que a senhora faria, mas que conseguia materializar a alegria desse encontro.
Como vai ser nosso Natal daqui pra frente, vó? Onde vamos nos encontrar em família? Vai cada um pro seu canto, agora? E os primos?Quando e como vai ser sem sua presença abraçando todos, ovelhas católicas e evangélicas da família? Cheirando a nossa cabeça e mandando a gente ir tomar banho? Tacando mais comida no prato chegando pelas costas de surpresa na gente...(- Tá bom, vó! Não quero mais!  - Quer sim, tá muito amarelo, meu fí). Saindo da sua cama e indo dormir na rede da sala pra seus filhos, filhas, genros e noras dormirem com um pouco mais de conforto?…