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Mostrando postagens de Janeiro, 2014

Rolezinhos, raciocínio e fé

Eu inspirei o autor que admiro, acompanho, mas não deixo de discordar. E acho que ele continua errado...hehehe.
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Quando criança em Bauru, eu ia religiosamente às missas dominicais, participava das procissões e de eventos organizados pela paróquia, seguindo as orientações de minha mãe. Mas cresci, e aos 18 anos deixei de ser católico praticante e passei a ser crítico silencioso daquele universo religioso. As parábolas me pareciam infantis, os conceitos eram fantasiosos, o pedido para acreditar sem comprovar me parecia falho. Deixei de lado a prática religiosa e segui minha vida, mantendo a certeza de que os valores cristãos que fizeram parte de minha infância e juventude foram e são fundamentais. Não pratico os mitos e ritos, mas os respeito e nada tenho contra quem pratica.
Aí aconteceu uma coisa engraçada. Conheci padres, pastores e monges, alguns deles brilhantes, com cultura privilegiada, capazes de uma compreensão profunda sobre o ser humano e a soc…

Apoio a Genoíno constrange seus carrascos - Eduardo Guimarães

Com tantos assuntos ocupando o noticiário político – "rolezinhos", escândalos envolvendo o PSDB de São Paulo etc. –, um deles, a despeito da relevância, teve cobertura desproporcionalmente pequena. O ex-deputado José Genoino, praticamente sem pedir, recebeu doações em dinheiro de mais de seiscentos mil reais em cerca de uma semana.
Pressionada por amigos e admiradores do ex-deputado – que já estavam criando sites para arrecadar a pequena fortuna necessária para pagar a multa que lhe foi imposta por sua condenação –, sua família criou um site oficial contendo informações a quem quiser colaborar.
O site de fundo vermelho-PT e letras brancas tem algumas poucas fotos de Genoino durante sua luta contra a ditadura e nos dias atuais. A página é despojada, objetiva e já anuncia no alto que os advogados do ex-deputado estão questionando judicialmente a majoração que a multa sofreu por determinação judicial – de 468 mil reais foi aumentada para 667 mil.
Há, também, as instruções para…

Agora somos quatro.

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Muita gente não sabe, mas essa gravidez representa uma grande superação de trauma pra Vanderlene e pra mim. Perdemos um bebê em 2012. Tecnicamente, foi uma gravidez anembrionária, ou seja, não teria havido uma perda "em si". Mas vá explicar isso pra qualquer casal desejoso de um filho...não. Houve, sim, uma frustrante experiência de perda. Dor. Foi esse o sentimento que prevaleceu até ontem.
Foi.
Desde o começo do mês já tínhamos os resultados positivos de dois exames. O de farmácia e o BetaHCG. Mas, diferente da outra vez, preferimos aguardar o exame ultrassom pra poder anunciar. Foi melhor, mais seguro e até mais impactante. Enquanto não ouvisse o coraçãozinho do meu bebê batendo, não me permitiria dar vazão ao que segurava há dois anos, por medo de outra decepção.
Instantes antes de entrar na sala de exame, ponderávamos que, se a notícia não fosse feliz, desistiríamos de ter mais filhos. "Meu Deus...confirma essa gravidez, confirma essa gravidez, confirma essa gravi…

Liderança Carismática - Flávio Gikovate

Pessoas carismáticas são as que, possuindo qualidades pouco comuns, despertam grande admiração nas pessoas e que não se acompanha da inveja.
Os mais carismáticos costumam ser criaturas com grande aptidão para a liderança: isso porque seus liderados sentem orgulho de servir a eles!
Os mais carismáticos não são objeto da inveja que assola os mais bem dotados porque também "irradiam" os sinais de simpatia e cordialidade.
São inúmeros os sinais sutis que nossas posturas e expressões faciais irradiam: as pessoas farão uso deles para uma primeira avaliação nossa.
Se uma pessoa tem um olhar forte e firme, fala pouco e suas expressões faciais são discretas, é provável que será das que irá provocar medo.
As criaturas sorridentes, com olhar terno e postura desarmada, cativam rapidamente os seus interlocutores: impressionam por serem simpáticas.

O polêmico ‘jeitinho’ brasileiro - Juan Arias

Custa mais aos brasileiros do que aos argentinos sair às ruas para protestar, por exemplo.
Os brasileiros possuem uma característica especial que poderia ser mal interpretada no exterior: parecem feitos de borracha. Explico: por exemplo, é difícil ficar bravo com um brasileiro. Nós, espanhóis, ao contrário, ficamos com raiva na primeira oportunidade e soltamos logo um: "E você pior ainda." O espanhol vai direto ao ponto. O brasileiro prefere a curva.
Custa mais aos brasileiros do que aos argentinos sair às ruas para protestar, por exemplo. Falta de caráter, como dizem alguns, ou antes sabedoria?
O jeitinho brasileiro, essa fórmula mágica e criativa para resolver os problemas cotidianos daqueles que não têm acesso ao poder, sempre me pareceu mais próxima a uma criatividade ancestral do que a uma incapacidade de querer encarar as coisas legalmente.
Muito se denegriu esse jeitinho, que na verdade não é nada mais do que, como escreveu alguém, a "saída para uma situação sem …

Homenagem ao fracasso - Marcelo Gleiser

Todo poeta, todo pintor, todo cientista coleciona um número bem maior de fracassos do que sucessos.
Numa sociedade em que o sucesso é almejado e festejado acima de tudo, onde estrelas, milionários e campeões são os ídolos de todos, o fracasso é visto como algo embaraçoso e constrangedor, que a gente evita a todo custo e, quando não tem jeito, esconde dos outros. Talvez não devesse ser assim.
Semana passada, li um ensaio sobre o fracasso no "New York Times" de autoria de Costica Bradatan, que ensina religião comparada em uma universidade nos EUA. Inspirado por Bradatan, resolvi apresentar minha própria homenagem ao fracasso.
Fracassamos quando tentamos fazer algo. Só isso já mostra o valor do fracasso, representando nosso esforço. Não fracassar é bem pior, pois representa a inércia ou, pior, o medo de tentar. Na ciência ou nas artes, não fracassar significa não criar. Todo poeta, todo pintor, todo cientista coleciona um número bem maior de fracassos do que de sucessos. São f…

A crença do “ser feliz” - Sidnei Oiveira

Será possível realmente ser feliz trabalhando? Esse parece o sonho utópico de todo profissional e talvez o principal motivo de tanta rotatividade nos empregos atuais, principalmente por parte dos mais jovens, que certamente não querem estar presos na aparente armadilha da infelicidade em que veem os profissionais mais veteranos.
Quando questionado sobre o que uma pessoa normal deveria ser capaz de fazer bem, Freud teria dito: “Lieben und arbeiten” (“amar e trabalhar”). Na sua crença, a conjunção trabalho e família é o que permite um funcionamento psicológico sadio, vinculando o indivíduo ao sentimento de felicidade.
Trocando impressões sobre esse tema com Waleska Farias, consultora de carreira e imagem, ela comentou: “Nesses novos tempos, a condição profissional oferece a possibilidade de transformar sentimentos em realidade e integrar pessoas com objetivos convergentes e crenças concretas para visualizar no trabalho não só um meio de vida, mas também um novo sentido de existência”.…

Final de ano na sala da minha casa

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Meu final de ano não foi muito planejado, arquitetado, calculado (tal, tal e tal), mas foi tudo tão bom! Mesmo que a imagem final (abaixo), que me sensibilizou pra esse texto, não pareça. 

Uma sala vazia, colchões encostados na parede, lençóis jogados em cima do sofá, penumbra da madrugada de um ano novo fresquinho. Na memória, lembranças de uma porção de momentos preciosos ali. Naquela sala. 
Desde agosto havíamos definido, minha mulher e eu, que não viajaríamos para Fortaleza, passar com familiares as festas de fim de ano. Entre outras razões, porque meus sogros, cunhados e agregados pensaram vir para nossa casa. Pra dizer a verdade, não planejamos muito. Apenas os locais onde cada um ia dormir – afinal, éramos 15 num apartamento de 2 quartos mais 2 toaletes –, preparamos um clipe com fotos das viradas de ano em família e demos uma reforçada nas compras da feira. Só. 
E foi um dos melhores finais de ano que já vivi. 
Gostei de muitas coisas. Da casa cheia de gente dormindo espalhad…

Palavras Vulcânicas 44

A Igreja precisa ser uma comunidade para além da missa, clero, domingo e templo. Onde todo mundo é sacerdote, todo dia é dia de Deus, todo lugar é sagrado e tudo o que faz, faz pra glória de Deus, com especial atenção aos mais pobres. [J. Braga]

A esquerda cresce até nos EUA

Novo prefeito de NY obtém apoio de 'PT nova-iorquino'

Bill de Blasio, que assume hoje, tem 'planos ambiciosos', afirma o diretor do Partido das Famílias Trabalhadoras
Para Dan Cantor, sigla é social-democrata e 'não muito diferente' do PT brasileiro; rivais do Tea Party estão fortes, diz 
MARCOS AUGUSTO GONÇALVES DE NOVA YORK

O novo prefeito de Nova York, o democrata Bill de Blasio, que toma posse hoje, atraiu com sua plataforma de perfil progressista o apoio de grupos políticos à esquerda. Entre eles se destaca uma espécie de "PT nova-iorquino", o pequeno, mas ativo, Partido das Famílias Trabalhadoras (Working Families Party). Fundado em 1989 por descontentes com posições dos democratas, o WFP defende causas trabalhistas e ambientais. Cresceu, elegeu representantes locais e se tornou o "terceiro partido" de NY.
"Estamos em sete Estados, dentro ou fora do Partido Democrata, mas sempre pressionando por uma linha mais progressista", di…