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Mostrando postagens de Agosto, 2013

Vocação é pintar o mundo de uma cor que só você tem

Vocação: ainda existe? Claro que sim. Mas a pergunta não é fora de lugar. Às vezes dá impressão que existe uma espécie de rede (de conspiração) que tenta esvaziar essa ideia. Ou melhor, esse "chamado". Talvez porque não dê para falar de vocação sem considerar a experiência de um desígnio sagrado e - mais importante - estável. No fundo, parece que aqui está o imbróglio. Hoje em dia os jovens não parecem rejeitar Deus, gostam genuinamente de desvelar a dimensão do Sagrado, mas há importantes resistências encontradas em compromissos que assumam padrões comuns de relacionamento, tempo e espaço. 
Explico-me. Não é mera opção materialista por segurança financeira. É pressa, muita pressa. E sem sentido.

Faz pouco tempo, descobri que a contagem do tempo em minutos só começou a compor a cultura humana universal em meados do século passado, fato consolidado durante a II Guerra Mundial. Recente demais, não? Pois é. Isso significa que de 70 anos pra cá, todas as gerações foram ensinada…

A Pergunta - Ed René Kivtz

Deus existe? é uma pergunta sem sentido. Digo isso com o maior respeito, sei que tem muita gente querendo saber a resposta.
Mas a pergunta é mesmo idiota. Por uma razão simples: é uma pergunta sem resposta. Deus não é variável epistemológica de laboratório. Deus não é do mundo das coisas, passível de verificação pelos meios da racionalidade científica. Não há como provar que Deus existe. E também não há como provar que não existe. Perguntar a respeito da existência de Deus equivale a entrar num labirinto de argumentos não demonstráveis cientificamente e, portanto, fora do campo das certezas e das conclusões objetivas – se é que as verdades científicas são tão verdades assim. A crença em Deus não é uma questão de prova racional científica e objetiva, tipo “resposta certa”. É uma questão de fé.
Fico com a sugestão do cara que disse que ficar discutindo se Deus existe é um jogo em que a pergunta a respeito de Deus logo sai de cena e a discussão passa a ser a respeito de quem é mais inte…

Marketing e Religião - Alex Periscinoto

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Em 1997 o publicitário Alex Periscinoto, um dos fundadores da ALMAP, agência que faz parte da história da propaganda brasileira, fez uma palestra para os Bispos da CNBB. Foi histórica.
Em seu livro “Mais vale o que se aprende que o que te ensinam”, ele relembra o episódio, que é delicioso. Vai o texto, abaixo:

Em vez de uma palestra, vamos fazer um bate-papo informal, porque nós, profissionais da comunicação, descobrimos que há muito o que agradecer a vocês.
Todas as ferramentas de trabalho que usamos hoje na nossa profissão, todas, sem tirar nenhuma, foram inventadas por vocês, os religiosos. Senão, vamos lá!
O primeiro veículo de comunicação de massa inventado até hoje, ao que se saiba, foi o sino.
Cada batida transmitia uma mensagem. Atingia de oitenta a noventa por cento das pequenas cidades. E não só atingia como modificava o comportamento físico e mental de outros oitenta ou noventa por cento das aldeias cada vez que batia e espalhava a sua mensagem de maneira circular. Antes do sino…