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Mostrando postagens de Junho, 2012

Mapa religioso e demográfico do Brasil - IBGE

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De acordo com o Censo Demográfico 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os católicos permanecem sendo maioria, embora haja uma maior diversidade religiosa da população brasileira. Os dados mostram que 64,6% da população professa a fé católica, havendo 72,2% de presença neste credo no Nordeste, 70,1% no Sul e 60,6% no Norte do país. A proporção de católicos foi maior entre as pessoas com mais de 40 anos, chegando a 75,2% no grupo com 80 anos ou mais.
A análise mostra que outros 22,2% da população são compostos por evangélicos, 8% por pessoas que se declaram sem religião, 3% por outros credos e 2% por espíritas.
CERIS mostra “Igreja Viva”
O Censo Anual de 2010 realizado pelo Centro de Estatística e Investigações Sociais (CERIS) — entidade brasileira de pesquisa religiosa fundada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) — revelou uma “Igreja Viva”. É o que afirma a análise sociológica da evolução numérica da presença da Igreja no Brasil, feita pelo so…

Lula & Maluf: uma imagem, uma realidade?

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Quem está com Lula e Maluf na foto (além de Haddad)? - Eliane Brum O esconde-esconde da imagem: a reação de Luiza Erundina dá razão a Lula ao provar que a representação da realidade é a única realidade que importa
A menina de 7 anos assiste a desenho animado na TV, no quarto dos pais, em sua casa na zona sul de São Paulo. A mãe, tentando aparentar tranquilidade, aparece na porta e diz: “Filha, tem um titio que veio roubar nossas coisas. Mas fica quietinha, que ele não vai fazer nada. Só vai roubar as coisas e depois vai embora”. Pega a menina pela mão e a leva ao corredor. Quando vê o ladrão, um rapaz com uma arma na mão, a menina pergunta: 
- Mãe, esse que é o Maluf?
Até o ladrão riu. 
* * * 
A história é verídica. Aconteceu em 1988, nos primeiros anos da redemocratização do Brasil, uma época ultrapassada em que “malufar” era sinônimo de “roubar”. A menina, uma amiga, é hoje uma mulher e tornou-se jornalista. Ao ver a foto de Lula apertando a mão de Maluf, olhei “pelo retrovisor” e lembrei…

Não era pra você estar fazendo o dever de casa?

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O Bolsa Família e seus inimigos - Marcos Coimbra

Na CartaCapital
O pensamento conservador brasileiro – na política, na mídia, no meio acadêmico, na sociedade – tem horror ao Bolsa Família. É só colocar dois conservadores para conversar que, mais cedo ou mais tarde, acabam falando mal do programa.
Não é apenas no Brasil que conservadores abominam iniciativas desse tipo. No mundo inteiro, a expansão da cidadania social e a consolidação do chamado “Estado do Bem-Estar” aconteceu, apesar de sua reação.
Costumamos nos esquecer dos “sólidos argumentos” que se opunham contra políticas que hoje em dia são vistas como naturais e se tornaram rotina. Quem discutiria, atualmente, a necessidade da Previdência Social, da ação do Estado na saúde pública, na assistência médica e na educação continuada?
Mas todas já foram consideradas áreas interditas ao Estado. Que melhor funcionariam se permanecessem regidas, exclusivamente, pela “dinâmica do mercado”. Tem quem pode, paga quem consegue. Mesmo se bem-intencionado, o “estatismo” terminaria por desencora…

Sete olhares sobre a Missão Marista de Solidariedade

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A beleza do olhar de uma criança está sempre disponível para aqueles que a veem. Mas, às vezes, ela mal sabe da bênção que manifesta. Então, pelo amor de Deus, por quê não ajudá-la a se dar conta de quão maravilhosa é?! Missão é, essencialmente, transformação de olhares. Compartilhamento de sorrisos. De quem encontramos? Sim, mas aqui reside um óbvio inusitado: é originalmente a transformação da vida daqueles que vão ao encontro. Missionárias e missionários! À medida que me disponho a “ver”, sou “visto” e me “re-vejo”, aprofundando minha existência. 
Humanização começa com o olhar, portanto. É o ponto de partida da missão. 
Baseado na lindíssima experiência que tivemos em Várzea do Poço-BA, ano passado e neste ano, arrisco abaixo algumas possibilidades de olhares que pretendem expressar o significado uno e múltiplo da Missão Marista de Solidariedade (MMS). 
Um Olhar Etnológico 
Há um cumprimento africano, em dialeto Zulu, que se traduz dizendo: “eu vejo você”. A palavra é sawubona e se re…

Depoimentos da Missão Marista de Solidariedade 2012 - Gustavo Araújo

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Querid@s Missionári@s, gostaria de agradecer a oportunidade de ter partilhado momentos únicos de acolhimento, troca de experiências e aprendizagens. O melhor de tudo é dizer que voltamos de Várzea com espírito renovado, fortalecidos na fé no Ser Humano. É por isso que somos Marista de coração. Um bom recesso, com a benção de Champagnat e da Boa Mãe. Paz e Bem!

Depoimentos da Missão Marista de Solidariedade 2012 - Ivana Marques

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Hoje, as palavras são insuficientes para descrever tudo que passa por minha mente: os sorrisos, os agradecimentos, as lágrimas, as conversas... Toda aquela beleza extrema que eu vivi por três dias agora só fica na minha - na nossa - memória. Quem um dia esquecerá de Braga cantando com a voz de Márcio sem rir, ou da música de Alex Prong? Quem dirá que não foi bom passar 6 horas viajando e no meio da estrada o ônibus quebrar? Quem, ali não estava feliz por estar oferecendo tão pouco por aquelas pessoas e estar recebendo tanto?
Cada minuto que vivi, ri, estive ao lado de vocês significou muito. Até das aventuras noturnas (que na hora não tiveram graça nenhuma) hoje me fazem rir e sentir vontade de voltar só um pouco, pra quem sabe, aproveitar mais. Cada missionário tem ao menos uma história pra contar, uma pessoa que marcou naquele lugar em que o 'pouco' que temos se torna infinitamente especial. Tomar banho frio, acordar cedo, dormir no colchão, andar pra se deslocar aumentou ain…

Depoimentos da Missão Marista de Solidariedade 2012 - Daiane Oliveira

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A missão é plantar e replantar - Daiane Oliveira
Quando a gente ouve a palavra Missão, parece coisa de super herói, envolvendo algo importante, porém repleto de obstáculos quase impossíveis de serem vencidos. Do cinema para a vida, no entanto, a palavra Missão, e no caso específico da Missão Marista de Solidariedade, longe de ser algo de super herói, é algo de quem compartilha o quão frágil é o ser humano, e de como precisamos cuidar um do outro. Certamente envolve obstáculos, mas o mais difícil de todos, que é a incapacidade disseminada pelo sistema competitivo de se importar com o próximo, logo vencemos.
Ir à Várzea do Poço é se colocar a caminho de todos os lugares que precisam do nosso cuidado. Não podemos estar em todos eles, ao mesmo tempo, nem mesmo resolver todos os problemas do mundo, entretanto uma ação como esta, imbuída de gratuidade, fraternidade, e amor, reverbera em todos os lugares, em todas as pessoas. Não duvidemos disso.
Durante a Missão Marista, em Várzea, doamos um p…

Formação Bancária x Formação Integral

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Meu cérebro gostou...

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Casamento & Política: sobre memória seletiva

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O comentário abaixo foi feito a propósito do texto referente ao seguinte link: Dom Sebastião voltou. Achei que o comentário ficou legal e decidi publicar aqui.


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Se fosse tendo uma briguinha com minha esposa, diria: "- Sua memória é que é seletiva!"

Mas é uma maravilha viver numa democracia!

Um respeitável professor universitário - religiosamente apóstata de Lula - faz uma leitura deliciosa e engraçada (por completamente fora de tom) daquilo que seria um messias tupiniquim.

Não dá pra falar em rancor. Não capto. Mas a falta de memória é escancarada. Ou como a da minha esposa, que só lembra das minhas cagadas.

Amenidades à parte, é como se Lula já não tivesse sido demonizado como "comedor de criancinha", "espancador da mulher", "bebum", "despreparado" ou "analfabeto". E isso é o que mais me chama atenção: a memória seletiva. Hoje, receber a pecha de "salvador da pátria" nem chega a fazer cosquinha...hehehe.

Fal…

O discurso - Alfredo Roberto Marins Junior

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“Se prestares atenção no teu discurso,  perceberás que ele é guiado pelos teus propósitos menos conscientes.” George Eliot
Existem palavras cujos significados somente compreendemos pelo contexto. Um professor que lembra à sala que “Na última aula discutimos tal assunto” não emprega a palavra “última” com o mesmo significado do professor que diz que “Na última aula deste semestre, um trabalho deve ser entregue”. Ainda que escrita da mesma forma, a primeira dá a ideia de mais recente, enquanto que a segunda exprime um fim.
Outra palavra que causa certa estranheza é discurso. Dizer que a presidente fez um discurso não é o mesmo que dizer que um sujeito é definido pela posição que ele ocupa num discurso. Enquanto que a primeira utilização diz respeito a uma apresentação oratória a um público, o segundo conceito é mais complexo, pois segundo esta visão, o discurso é o lugar onde língua, história e ideologia se encontram.
Sugiro um exercício antes de continuarmos. No fim desta frase você enco…

Flamengo não é favorito desde Zico. E daí?!

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Flamengo Underdog Arthur Muhlenberg 
Muita gente que não me conhece vem até o blog, lê os absurdos que escrevo e fica pensando que eu sou um maluco perigoso. Um rubro-negro hidrófobo babando em vermelho e preto e que só anda arrodeado de Flamengos em uma patota de 40 milhões de pessoas. E a culpa por passar uma imagem tão apartada da realidade é exclusivamente minha, porque comunicação não é o que você fala ou escreve. Comunicação é o que os outros entendem.
E a realidade é que tenho mesmo muitos amigos bem vestidos. Mas tenho também um bocado de amigos que não tiveram a sorte de fechar com o certo e hoje andam por aí, como nossos satélites, girando em nossa órbita, atraídos pela extraordinária força gravitacional do Planeta Flamengo.
E se esse pequeno desvio comportamental não os fez pessoas melhores também não os fez piores. Apesar das camisas feias que volta e meia ostentam em total desprezo pela estética no mais das vezes são gente boa, confiável e de agradabilíssima convivência.
A…

Não é só o passado que aprisiona. O futuro também!

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Sonhos que aprisionam - Ivan Martins O apego pelo futuro é uma armadilha terrível
Havia na minha casa, até uns dias atrás, uma travessa cheia de pedras. Elas eram de cores, tamanhos e formatos diferentes. Tinham em comum o fato de haverem sido coletadas em viagens. Se eu estivesse num lugar especial, procurava uma pedra bonita e a metia no bolso. Mais tarde, de volta em casa, juntava o item novo à coleção. Haveria, talvez, umas 30 pedras na travessa.
Na semana passada, preparando a casa para uma reforma, disposto a recomeçar a vida, decidi que era hora de me livrar de coisas que eu vinha acumulando desnecessariamente há pelo menos 10 anos. Rodaram roupas, objetos, revistas, livros e, claro, as pedras. Mas não foi fácil.
Cada vez que eu punha uma coisa de lado, com a disposição de me livrar dela, algo me incomodava profundamente. Havia uma dor ali, ou várias dores diferentes.
As pedras eram parte do passado que, de alguma forma, eu tentava agarrar e materializar. Os livros, vários que eu…

Segunda chance - Ivan Martins

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Não importa que idade você tenha ou que momento da vida esteja passando – uma hora dessas você vai se defrontar com a questão da segunda chance. Talvez seja um amigo perguntando se vale a pena tentar de novo com aquela garota que tanto mal fez a ele. Ou você mesmo terá de decidir se um velho amor que reapareceu merece ou não ser revivido. De uma forma ou de outra, essa pergunta sempre se coloca.
Da minha parte, tenho a responder que não acredito mais em segunda chance. Já fui um crente fervoroso na volta do amor perdido – durante um tempo, essa crença foi o São Sebastião da minha vida – mas hoje vejo essa esperança como quimera e fantasia. Uma ilusão paralisante. Na melhor das hipóteses, acho a ressurreição da paixão é uma possibilidade remota.
O grande amor, o amor médio, o amorzinho: nenhum deles tende a dar certo na segunda temporada. Por mais que haja más intenções e bons sentimentos (a combinação mais gostosa do mundo), ou ainda que os parceiros nadem em aspirações sublimes, coi…

Casos inacabados - Ivan Martins

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Algumas pessoas ocupam dentro de nós um espaço emocional inconfessável

Tem gente que vai ficando na nossa vida. A gente conhece, se envolve, termina, mas não coloca um ponto final. De alguma forma a coisa segue. Às vezes, na forma de um saudosismo cheio de desejo, uma intimidade que fica a milímetros de virar sexo. Em outras, como sexo mesmo, refeição completa que mata a fome mas não satisfaz, e ainda pode causar dor de barriga. Eu chamo isso de caso inacabado. 
Minha impressão é que todo mundo tem ou teve alguma coisa assim na vida. Talvez seja inevitável, uma vez que nem todas as relações terminam com o total esgotamento emocional. Na maior parte das vezes, temos dúvida, temos afeto, temos tesão, mas as coisas, ainda assim, acabam. Porque o outro não quer. Porque os santos não batem. Porque uma terceira pessoa aparece e tumultua tudo. Mas o encerramento do namoro (ou equivalente) não elimina os sentimentos. Eles continuam lá, e podem se tornar um caso inacabado. 
Isso às vezes acont…

Palavras Vulcânicas 32

“O homem que não lê bons livros não tem nenhuma vantagem sobre o homem que não sabe ler."Mark Twain

A rainha má e o terror de envelhecer - Eliane Brum

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Branca de Neve e o Caçador (Rupert Sanders, 2012), em cartaz nos cinemas, deveria se chamar “Ravenna, a rainha má”. Interpretada pela maravilhosa Charlize Theron, a mãe-madrasta-bruxa da princesa é o mais interessante do filme, assim como as questões tão atuais que ela nos traz. E a bela Charlize faz uma rainha inesquecível. Para não envelhecer, essa vilã dos contos de fadas ultrapassa todos os limites e quebra todos os interditos. Uma mulher da era a.CP (antes da cirurgia plástica), Ravenna suga a alma, a juventude e a beleza das adolescentes e devora corações puros, que arranca com suas unhas, enquanto chafurda na amargura. 
O filme, para quem não sabe e não viu, busca resgatar o conteúdo terrorífico das origens dos contos de fadas. Tudo o que hoje se conhece com esse nome foi um dia histórias para adultos, nas quais canibalismo e incesto eram ingredientes garantidos. Mantidas vivas pela tradição oral dos camponeses medievais, as histórias eram contadas para entreter, mas não só. O…

O mundo na Era do Zettabyte - Ethevaldo Siqueira

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O mundo está diante de um verdadeiro tsunâmi de informações. O volume global de dados produzidos ou replicados em 2011, por exemplo, chegou a 1,8 zettabyte, segundo o IDC (International Data Corporation).
Mas que é um zettabyte? A pergunta tem sentido. Para respondê-la, nada melhor do que recorrer a algumas comparações. Meu computador tem um disco rígido (HD) com capacidade para armazenar um terabyte, ou mil gigabytes. Pois bem: um sistema com a capacidade de um zettabyte (ZB) poderia armazenar o conteúdo de 1 bilhão de HDs iguais ao de meu desktop. Ou preencher a capacidade de armazenamento de 75 bilhões de iPads de 16 GB.
Em números decimais, um zettabyte equivale, a grosso modo, a 1 sextilhão de bytes, que, em notação científica, poderia ser escrito assim: 1021 bytes – ou seja, 10 elevado à 21ª potência. Em notação binária, seria270 – quer dizer, 2 elevado à 70ª potência.
Uma questão essencial de nosso tempo é, portanto, o crescimento exponencial do volume de informações produzido…

Conceito de Sustentabilidade

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Encontrei o conceito mais completo de SUSTENTABILIDADE, numa obra recente de Boff. Veja:
"Conjunto de processos e ações que se destinam a manter a vitalidade e a integridade da Mãe Terra, a preservação de seus ecossistemas com todos os elementos físicos, químicos e ecológicos que possibilitam a existência e a reprodução da vida, o atendimento das necessidades da presente e das futuras gerações, e a continuidade, a expansão e a realização das potencialidades da civilização humana em suas várias expressões"

Somos sempre autênticos?

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Você só tem uma vida. Vai viver essa única vida tentando ser uma pessoa que você não é?

Os professores nunca tem razão...

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Se é jovem, não tem experiência;
Se é velho, está ultrapassado.

Se não tem carro, é um coitado;
Se tem carro, chora de barriga cheia.

Se fala em voz alta, grita;
Se fala em tom normal, ninguém o ouve.

Se nunca falta às aulas, é parvo;
Se falta, é um "turista".

Se conversa com outros professores, está a dizer mal do Sistema;
Se não conversa, é um desligado.

Se dá a matéria toda, não tem dó dos alunos;
Se não dá , não prepara os alunos.

Se brinca com a turma, é palhaço;
Se não brinca, é um chato.

Se chama a atenção, é um autoritário;
Se não chama, não se sabe impor.

Se o teste é longo, não dá tempo nenhum;
Se o teste é curto, tira a oportunidade aos alunos bons.

Se escreve muito, não explica;
Se explica muito, o caderno não tem nada.

Se fala correctamente, ninguém entende patavina;
Se usa a linguagem do aluno, não tem vocabulário.

Se o aluno reprova, é perseguição;
Se o aluno passa, o professor facilitou.

É verdade, os profs. nunca têm razão... Mas se você conseguiu ler tudo até aqui, agradeça-lhes …

Palavras Vulcânicas 31

“Concordo mesmo é com Patativa do Assaré: ‘É melhor escrever errado a coisa certa do que escrever certo a coisa errada …’”.Rubem Alves

A fila anda - Ivan Martins

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Os tempos do abuso sentimental acabaram
Quem me apresentou à expressão foi Fábio Júnior, o cantor. Ele tinha acabado um casamento relâmpago de artista e sua explicação chegou aos jornais com franqueza desconcertante: “A fila andou”. Por alguns segundos eu não entendi, depois fiquei passado. Como alguém diz uma grosseria dessas? E a consideração pela outra pessoa, não existe? 
Isso faz tempo. Desde então, a expressão se banalizou. Toda mundo fala e todo mundo escreve. Só nos últimos dias, deparei com “a fila anda” na capa de uma revista e numa propaganda de perfume. A metáfora pegou e parece que vai ficar no nosso vocabulário e no nosso comportamento: as filas andam mesmo, de forma cada vez mais rápida. Ninguém quer ficar parado. 
Antes de continuar, uma confissão: eu tenho dificuldade com esse tipo de andamento. Para mim a fila anda bem devagarzinho, quando anda. Às vezes fica parada por muitos anos, e é bom assim. Dá tempo de conversar, relaxar, ser feliz. Ficar sozinho, sem fila nenh…

Diferenças de gerações

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Miguézinho Gaúcho

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Miguézinho Gaúcho já vai tarde...