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Mostrando postagens de Janeiro, 2012

Só pra não esquecer o que VEJA pensa sobre Educação

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Professores são educadores, não babás - Entrevista com Ron Clark

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Autor do 2º artigo mais compartilhado no Facebook em 2011, americano diz que pais desrespeitam regras de escolas, pondo em risco o futuro dos filhos.
"Hoje, existe uma preocupação grande com a autoestima da criança. Por isso, muitas pessoas se veem obrigadas a dizer aos pequenos que eles fizeram um ótimo trabalho e que são brilhantes, mesmo quando isso não é verdade" O segundo artigo mais compartilhado em 2011 por usuários americanos do Facebook foi escrito por um professor, Ron Clark (o primeiro trazia fotos da usina de Fukushima). Mais de 600.000 pessoas curtiram o texto na rede, escrito a pedido da rede de TV CNN e intitulado "O que os professores realmente querem dizer aos pais". O artigo descreve um cenário de guerra, travada entre pais e professores. Na visão de Clark, os pais vêm transferindo suas responsabilidades para a escola, sem, contudo, aceitar que seus filhos se submetam de fato às regras da instituição. Por isso, assim que surge a primeira nota verm…

Pais e professores, uma relação difícil

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São comuns os conflitos acerca da responsabilidade de cada um na formação das crianças. A solução está na aproximação entre as partes

A relação entre pais e professores inclui, já faz algum tempo, boa dose de tensão. O assunto voltou à tona com força no fim do ano passado, quando um professor americano chamado Ron Clark resumiu as reclamações de boa parte dos mestres da seguinte maneira: professores não são babás de alunos, ao contrário do que pensam seus pais. Ele acusa os pais de repassar à escola suas responsabilidades, recusando, contudo, as regras impostas pela instituição educadora. Seu artigo, chamado "O que os professores realmente querem dizer aos país", tornou-se o segundo mais compartilhado no Facebook em 2011 (o primeiro trata do desastre da usina de Fukushima, no Japão), trocado mais de 630.000 vezes – prova de que a discussão é, no mínimo, pertinente. O texto ecoou em outros países e também no Brasil. "Por aqui, os pais perderam a habilidade de impor limit…

A partícula Divina - Alfredo Roberto Marins Júnior

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“A Física moderna leva-nos necessariamente a Deus”  Arthur Eddington
No dia 13 de dezembro de 2011, pesquisadores anunciaram que experimentos realizados no Grande Colisor de Hádrons, o mais potente acelerador de partículas já construído, deixavam a ciência mais perto de confirmar a existência do Bóson de Higgs, apelidada de "partícula de Deus".
Tais experimentos foram realizados no do CERN, o laboratório da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, que fica na Suíça e visavam provar a existência de uma partícula subatômica, que até agora só existe nas equações dos físicos e que seria a responsável por todas as outras partículas terem massa.
A idéia de uma partícula divina, não subatômica, mas um fragmento do corpo da divindade, está presente em diversas mitologias, ligando a criação ao criador. Ela pode ser o contato físico, como no caso do mito hindu de Purusha, de cuja cabeça nasceram os sacerdotes, dos braços os soldados, das pernas os homens da terra e dos pés os trab…

A tragédia das más decisões - Alfredo Roberto Marins Junior

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“Justificar tragédias como "vontade divina" tira da gente a responsabilidade por nossas escolhas.” Umberto Eco
Frequentemente associamos a palavra tragédia a algum acontecimento desafortunado ou acidente de grandes proporções. Historicamente, tragédia é um gênero teatral que relata a queda de um herói, geralmente um nobre (rei ou fidalgo) e está associada, na maioria das vezes à uma decisão precipitada.
Conta-se que o jogo de xadrez foi inventado por um jovem chamado Dahir al-Hindi para agradar um rei hindu desanimado. Ao ver o tabuleiro, as peças e toda a lógica de combate do passatempo, animou-se e permitiu que o inventor escolhesse sua gratificação. Não escolheu nem ouro, nem prata, mas trigo. Trigo na seguinte proporção: 1 grão na primeira casa do tabuleiro, 2 na segunda, 4 na terceira e sucessivamente o valor deveria dobrar a cada casa até a 64ª e última.
O rei, pensando que num punhado de trigo haveria um número incontável de grãos, deduziu que com duas ou três medidas p…

Muita pressa! - Alfredo Roberto Marins Júnior

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A locomoção diária da minha casa ao trabalho e de lá às aulas, e por fim à casa de volta cobra-me cem quilômetros diários. Como estou longe das capitais, este percurso pode ser feito em pouco mais de uma hora, tempo que aproveito (já que não é prudente ler ao dirigir) para ouvir notícias ou algum audiobook no rádio do carro.
Mas algumas vezes, tenho que focar toda minha atenção no trânsito. Não porque seja intenso, mas caótico no pior estado da palavra: um verdadeiro caos. Quase ninguém respeita os limites de velocidade das vias e os poucos que se atrevem a fazê-lo, são “empurrados” por faróis altos dos apressados.
Outros, cruzam alucinadamente entre as faixas das estradas sempre querendo estar à frente de todos. Ainda há os que ultrapassam pelos acostamentos, retornam na contra-mão porque erraram a saída e não querem fazer o retorno à diante. Isto a qualquer hora do dia ou da noite, o que me leva a constatação de que todo mundo tem pressa o tempo todo!
E o exemplo não para por aí. O…

A morte do quati - Tirinha do Calvin

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De todas as histórias criadas por Bill Watterson entre 1985 a 1995 estreladas por Calvin, um garoto hiperativo de seis anos de idade, com imaginação fértil, e Hobbes, seu tigre de pelúcia com nome de filósofo inglês que foi rebatizado como Haroldo aqui no Brasil, a minha predileta é aquela que ficou conhecida como “The Raccoon Story” (a “história do quati”).



Esta seqüência de tirinhas, publicada originalmente em março de 1987, é a maior prova da capacidade que Bill Watterson possui de transformar uma HQ cômica em um veículo capaz de invocar emoções e pensamentos filosóficos de uma maneira comovente e inesperada. Não foram poucas as pessoas que conheço que me disseram que choraram ao acompanhar esta história do quatizinho.

“Eu estou chorando porque aqui fora ele se foi, mas ainda continua dentro de mim”. A frase com a qual Calvin resume sua compreensão intuitiva acerca do maior mistério de todos é para mim uma das grandes frases da literatura de todos os tempos. É uma pena que Bill Wa…

Imagens Digitais - Alfredo Roberto Marins Júnior

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“Dominar-se a si próprio é uma vitória maior do que vencer a milhares em uma batalha.” Sidarta
Certa vez ouvi (ou li, não sei ao certo), que os gráficos são as formas mais eficazes de mostrar valores para completa compreensão de quem os lê. Não discordo, mas creio em certas limitações. É claro que é simples entender que colunas menores significam redução de algum índice e uma “fatia” maior num gráfico de pizza demonstra que aquele candidato tem mais intenções de voto.
Mas quando a complexidade matemática aumenta, o gráfico confunde mais que ajuda. Digo isto ao lembrar das aulas de cálculo, quando o professor olhava para uma função que acabara de escrever e para nosso desespero perguntava: “não é óbvio para vocês que o gráfico desta função é um parabolóide hiperbólico?”
Não. Para nós não era óbvio.
Se você alguma vez ouviu falar da “Teoria do caos”, deve ter visto um fractal, aqueles desenhos de aparência psicodélica onde qualquer parte é uma representação em miniatura do todo. Abaixo, …

Para des-anestesiar qualquer professor

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Essa foi des-anestesiadora! Bela reflexão. É revoltante um professor ser tão humilhantemente tratado pelo "Mercado" quando comparado a esse perfil de "trabalhador". Dizem que ele (Mercado) paga melhor a quem se situa em posição mais estratégica para seu próprio desenvolvimento. Dito isso, nada mais a declarar.  ------------------


“Se as portas da percepção estivessem limpas,  tudo apareceria para o homem tal como é: infinito..” William Blake
Quando a anestesia acaba  Alfredo Roberto Marins Junior
Ao atingir o grau máximo de sua reflexão, Sidarta tornou-se Buda, o iluminado. Sua maior realização, segundo a narrativa, foi alcançar a completa libertação, superando o apego aos sentidos, derrotando a ignorância e ultrapassando a existência física, que é pura ilusão.
Há quem diga que todo escritor tem suas obsessões. Não sei se posso ser considerado um escritor pelo parco material que aqui produzo, mas quando um dia o for efetivamente, as obsessões eu já terei.
A primeira fo…

Educação no Brasil: antigos entraves

Antigos Problemas - Luciano Pires
“Quem assegurará que, daqui a cinqüenta anos, ou mesmo no segundo centenário de nossa independência (2022), a situação da educação popular brasileira não seja ainda parecida com a de hoje? Mas, se tal acontecer, esperemos, para lisonjear a nossa vaidade e recompensar o nosso esforço, que as nossas memórias e as nossas campanhas sejam lembradas... por outros sonhadores... (que) irão, como nós, agora, revolver a poeira dos arquivos, os livros, os folhetos, e os jornais...”*
Quem disse isso foi Antonio Carneiro Leão, educador, professor e escritor brasileiro, imortal da Academia Brasileira de Letras, preocupado com a melhoria do ensino no Brasil. 
Recorro a esse texto após receber por e-mail o relato de uma professora de música de um colégio carioca de porte: 
“Para o ano de 2007, recebi de meu patrão a incumbência de dar aulas de Teatro e Artes Plásticas para a classe de alfabetização, além das de música. Diante de minha afirmação de que havia me formado …

Geração Y: uma geração questionadora

Mas por que os jovens questionam tanto? - Sidnei Oliveira
O comentário que mais ouço de gestores a respeito da geração Y é sobre os constantes questionamentos. Diversos gestores alegam ser esse um dos comportamentos mais irritantes com que tem que lidar. 
Muitos conflitos com seus subordinados acontecem exatamente por estes jovens questionarem constantemente as decisões de seus gestores. O desafio do líder é estabelecer um comportamento sereno quando os próprios subordinados colocam em dúvida sua capacidade de liderá-los. Na verdade, as perguntas precisam ser melhor entendidas, pois são uma característica marcante na geração Y.
Talvez esse desconforto tenha origem na forma de desenvolvimento da liderança nos últimos 20 anos, que aconteceu através de modelos mais estruturados, com papéis bem definidos, uma ordem hierárquica definida e com uma regra bem clara – jamais contestar seus “superiores”. 
O fato é que precisamos considerar que o questionamento nem sempre é uma contestação ou de…

PJ não reza - Rogério Oliveira

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Sabe aquelas histórias sobre a PJ que vira e mexe a gente gasta um tempo enorme para desmentir? Se eu lhe oferecer a chance de pensar em três destas histórias, certamente uma delas será “a PJ não reza” ou “a PJ não tem espiritualidade”, não é verdade?
Este caso chega a ser repetido por tantas e diferentes pessoas, que acaba se tornando parte da mitologia pejoteira: um grupo de histórias fantásticas e/ou fantasiosas que servem para explicar ou justificar para um grupo de pessoas porque a PJ é do jeito que é.
Quem acompanha este blog sabe que eu defendo a espiritualidade pejoteira como uma das marcas fortes de nossa identidade pastoral. E se esta é uma das características marcantes do nosso jeito de ser, é claro que este mito de que a PJ não reza é algo que nos foi atribuído e que muita gente repete por aí, mas não é algo que faça parte de nossas características.
E como é que nós rezamos? Nossa espiritualidade tem características bem definidas: ela é centrada na pessoa de Jesus e na su…

Estatísticas Pejoteiras - Rogério Oliveira

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Uma coisa que eu aprendi no curso de jornalismo e que a PJ me ajudou a entender melhor foi a importância das estatísticas. Elas servem para dizer um monte de coisas, sejam verdades, meias verdades, ou mesmo mentiras. Isso se dá porque os números tendem a impressionar, ainda mais se estiverem acompanhados de gráficos bonitos e textos bem escritos. Mas é importante observar o que está nas entrelinhas e nas possíveis intenções de quem escreve e de quem publica.
Por que digo isso? Porque muitas vezes nem temos dimensão do que alguns valores querem dizer. Por exemplo, dizem que a minha diocese tem mais de três milhões de habitantes. O que significa três milhões de pessoas? Você consegue quantificar isso? Consegue enxergar um povaréu deste tamanho? É muita gente! Ainda mais numa diocese pequenina territorialmente como é São Miguel Paulista. E eu acho que vou demorar muitos e muitos anos pra ter convivido ou conhecido três milhões de pessoas, se é que isso seja possível.
Números soltos, por…

Todo mundo pode ser pejoteiro? - Rogério Oliveira

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“Não. Não pode. Próxima questão?” Seria um artigo muito curto, se o jeito pejoteiro de questionar as coisas não impedisse o caro leitor de querer saber o porquê da resposta. 
Ser pejoteiro significa que a pessoa é participante e/ou articuladora desta proposta chamada "Pastoral da Juventude". E há pessoas que não podem ser pejoteiras porque isso implica assumir esta proposta com a própria identidade pastoral. Já falamos sobre isto aqui no blog. Identidade é algo que se constrói e se escolhe. Não é algo com a qual nascemos. E no que consiste a identidade pejoteira? Temos mais de 100 artigos neste blog e a maioria deles trata, direta ou indiretamente, sobre esta questão. Ou seja, é um assunto que dá o que escrever!
Resumindo, identidade pejoteira tem a ver com a vivência de uma espiritualidade libertadora e do cotidiano, de uma preferência pedagógica pelos pequenos grupos, de uma metodologia que valoriza a história, a prática, os meandros sócio-políticos, um olhar bíblico e pr…

O estupro e a Luiza que voltou do Canadá

Primeiro o estupro: depois de uma festa no programa Big Brother Brasil um casal foi para o quarto e o rapaz teria praticado sexo com a moça enquanto ela dormia embriagada, configurando um estupro. A polícia foi envolvida, o rapaz e a moça disseram que nada aconteceu, mas mesmo assim a direção do programa expulsou o rapaz.
Depois a Luiza: um comercial de um prédio de apartamentos na Paraíba mostra o que seria uma família de novos ricos falando do imóvel. Lá pelas tantas o pai diz “por isso reuni minha família, menos a Luiza que está no Canadá”. A frase explodiu nas mídias sociais, transformando Luiza numa celebridade. 
Que relevância esses temas tem? Nenhuma. Que impacto eles causarão em sua vida? Nenhum. Que impacto eles causarão na sociedade? Nenhum. Mas então qual a razão de tanto tempo dedicado à discussão dessas irrelevâncias?
Existe uma coisa chamada “adaptação sensorial” que pode nos dar uma pista. O cérebro desliga nossos sentidos dos estímulos que não mudam de intensidade ou …

Palavras Vulcânicas 25

Em religião, desconfio de que quem acredita em tudo - ao sabor da moda - não se compromete com nada, a não ser consigo mesmo. [J. Braga]

O brado retumbante - duas impressões

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O excelente texto
A Globo é incrível. Em qualidade artística não tem comparação. Concorrente alguma se aproxima. 
A minissérie "O brado retumbante" oferece uma trama sedutora, inspirada no cenário político brasileiro de nossos tempos. O autor, Euclydes Marinho, e o diretor, Gustavo Fernandez, propõem uma obra com linguagem moderna, excelência estética e um elenco competente. A trilha sonora merece um Oscar. Em alguns momentos lembra seriados estrangeiros com temáticas semelhantes, mas nada que desabone a originalidade da proposta. Afinal de contas, o Brasil oferece nuances surreais quando o assunto é política. Domingos Montagner, protagonista, assume o papel do carismático advogado Paulo Ventura que ingressa na política por idealismo e uma vocação especial no combate à corrupção. Com perfil de deputado "independente", a manipulação do jogo político o faz tornar-se presidente da Câmara dos Deputados. Numa manobra um tanto forçada do autor, mas legitimada pela licenç…

Quanto custa o alaranjado? - Eugênio Bucci

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Uma leitura instigante sobre significantes, significados e fabricação de valores a partir da campanha publicitária do Banco Itaú. A semiótica não precisa de letras, números ou logos para construir sentidos. O dado novidoso é: em nossa era é possível fabricá-lo. Basta lançar mão da indústria que atua no nosso imaginário. ---------
As festas de fim de ano passaram, o Dia de Reis ficou para trás, tudo conforme previa o calendário: o Natal veio antes, o ano-novo, em seguida e, agora, o Brasil avança alegremente rumo ao carnaval. Sem surpresas. Nas festividades da televisão, porém, um detalhe destoou do óbvio, daquilo que era mera repetição anual da lengalenga publicitária. Ao lado das campanhas usuais, com os governantes fazendo seu papel predileto, que é o de Papai Noel - dezembro é a temporada preferencial da propaganda oficial -, com os astros entoando cantigas caridosas, com uso abusivo de crianças em peças de marketing, nós tivemos, nos estertores de 2011, uma peça distinta: a superc…

Você "tem" livre-arbítrio? Tem certeza?!

O que aprendi com o pior jornalista do mundo -  ELIANE BRUM 
Somos livres para escolher o mal? Somos livres para escolher o bem? Uma pequena reflexão sobre o livre arbítrio a partir do encontro com um personagem real que parece saído da literatura
Na primavera de 2000, entrou na minha vida um personagem da literatura. Um repórter de um jornal europeu me procurou, por intermédio de uma colega, porque viria ao Brasil e queria fazer uma reportagem sobre prostituição infantil. Expliquei a ele que, para fazer algo que valesse a pena nessa área, ele precisaria de tempo e bastante trabalho. Por considerar a pauta relevante e uma repercussão no exterior importante, abri todas as minhas fontes e fiz contatos com outros jornalistas que trabalhavam com o tema em capitais nordestinas. Fiz, praticamente, uma pré-produção para que ele pudesse fazer a reportagem quando chegasse ao país. Mas ele não a fez. Passou uma semana entre São Paulo e Rio de Janeiro e, para meu espanto, publicou em seu jornal u…

Pra quem não entendeu a piada da Luiza (que já voltou do Canadá)

Você já ouviu falar em "meme"? Não? É aquela "coisa" que não sai da sua cabeça: "ai se eu te pego", "menos Luiza que está no Canadá", "pitonisa de Tebas" e por aí vai. Leia abaixo a delícia de texto que esclarece o que ocorre com nosso cérebro nesses casos.
Ai se eu te pego - Luciano Pires
Um amigo leitor, o Alexandre, me escreve: “Continuo aqui em Istambul e ontem fui fazer uma visita a um amigo. Para minha surpresa, na televisão estava passando aquela música de um cantor brasileiro chamado Michel..."assim você me mata..". Bem, será que não temos coisa melhor pra exportar?”
Pô, até na Turquia?
Anos atrás Rita Lee afirmou numa entrevista que se quisesse compor e gravar um sucesso musical, tinha um jeito de dividir a letra, de criar um refrão, um esquema estético que serviria como base para que a canção se transformasse num sucesso. Existiria assim um método, uma fórmula que explica esses sucessos grudentos. Mas um fenômeno co…

As 5 Sabedorias - Uma perspectiva para a Educação - André Camargo

Escrevi recentemente sobre a diferença entre inteligência e sabedoria. Argumentei que o nosso mundo não precisa de pessoas mais inteligentes; precisa de pessoas mais sábias. Do meu ponto de vista, as escolas devem procurar superar a ênfase no desenvolvimento cognitivo, a fim de incorporar esta noção de sabedoria. Se você quiser ler, clique aqui.
Este texto de agora pode ser visto como um aprofundamento do anterior. Trata-se de um jeito de encarar a educação a partir de cinco tipos de sabedoria.

O fundamento deste método pedagógico é a imersão em uma mandala. Isso significa que não adianta aprender sobre as sabedorias, em nível discursivo: o que são, como funcionam, por que utilizá-las. O que interessa é a sabedoria vivida, posta em prática.
As sabedorias são transmitidas ao se compartilhar uma mesma visão (uma mandala) e por meio de exemplos. O grupo de alunos aprende a partir das experiências que o professor propicia, incluindo aí suas ações, seu jeito de pensar, de se relacionar e…

"Ai se eu te pego": uma análise comparativa - Gabriel Perissé

Analiso abaixo a letra da canção “Ai se eu te pego”, interpretada por Michel Teló, sucesso nacional e internacional. Na primeira estrofe, temos...
Sábado na balada A galera começou a dançar E passou a menina mais linda Tomei coragem e comecei a falar
Cada verso e cada palavra de Teló nos conduzem a universos paralelos da cultura. O primeiro verso faz menção ao “Porque hoje é sábado”, em que Vinícius de Moraes revê a criação do mundo.
A balada a que se refere Teló alude àquele antigo poema com que se narrava alguma tradição histórica, acompanhado ou não por instrumentos musicais. Ou àquela peça puramente instrumental como cultivavam Chopin, Brahms ou Liszt.
A supracitada galera (“turma”, “amigos”, “gente”) de Teló se equipara ao decassílabo “Vogo em minha galera ao som das harpas”, de um poema de Castro Alves.
Reportando-se de novo ao poetinha Vinícius de Moraes (“Garota de Ipanema”), Teló também contempla a menina linda que passa. E vai além. Em êxtase, tomado pela excitação poética, num…

A Arca de Noé - Rubem Alves

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Por vezes, em minhas falas, conto aos meus ouvintes as perguntas que a crianças fazem, perguntas que revelam a sua inteligência. Porque a água fervendo amolece a cenoura e endurece o ovo? O que faz a terra girar? Quem inventou as palavras? Entre as perguntas se encontra essa, feita por uma criança: 
“Se na Arca de Noé estavam leões e tigres, por que eles não comeram as ovelhas e os coelhos?” 
Uma participante ficou angustiada com essa pergunta ímpia e, para esclarecer-me, enviou-me esse bilhete com a resposta ortodoxa: 
“Os leões não comiam cabritinhos porque estavam durante aquele período totalmente isentos de toda natureza selvagem que tinham. Durante os dias e as noites na arca, Noé e a sua família estavam responsáveis de cuidar dos animais, e Deus em sua sabedoria e amor fez com que todos os animais ficaram como que “temporariamente transformados”. Rubens, pelo pouco que te conheço, percebi que é muito inteligente.... Aconselho-te que procure uma Igreja Adventista do Sétimo Dia, e…

Clipe para entender os jovens de hoje (imperdível!)

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Geração Y: uma nova forma de pensar

A Geração Y não pode, mas precisa falhar! - Sidnei Oliveira

Há um grande problema acontecendo com a chegada dos jovens no mercado de trabalho – A falta de experiência. A situação já deixou de ser apenas uma circunstância passageira para se transformar em um fenômeno corporativo e como tal, vem merecendo uma atenção intensa dos gestores nas empresas. Duas questões estão sempre presentes neste momento:
· Porque os jovens se afastam do emprego ao primeiro obstáculo realmente relevante?
· Porque os jovens de hoje não se engajam nas oportunidades de trabalho?
Primeiramente é necessário entender que nem todo jovem da geração Y é um fenômeno e por isso deve ser considerado um gênio. Se considerarmos apenas o aspecto de formação acadêmica, veremos que ainda é grande o número de jovens que não conseguem ultrapassar a formação no ensino médio. O impacto dessa situação somente é ligeiramente reduzido, porque o contexto atual proporciona a esses jovens, um maior acesso a informação e até mesmo a formação técnica, seja presencial ou virtual. Portanto, é n…

Tornar-se um talento

Talentos são disputados pelas empresas. Como tornar-se um? Waleska Farias
Afinal, quem são as pessoas consideradas talentos? É oportuno ilustrar que talento - vocação ou dom - é por convenção o nome que se dá a habilidades diversas, as quais podem ser inatas ou desenvolvidas. Talento é uma competência que imprime um diferencial pela maestria com que é exercida. É o que faz a pessoa ir além do compromisso assumido para desempenhar no “melhor de si” seus roteiros de ação.
Convencionalmente, talentos são os profissionais disputados pelo mercado de trabalho por ter um diferencial competitivo, cujo valor agregado tem impacto direto na entrega dos resultados, e aos quais são reservados cargos de maior destaque, responsabilidade e salários. 
Há uma grande expectativa das empresas quanto ao perfil desse talento e para tornar-se um, não existe uma fórmula mágica, mas a adoção de alguns conceitos pode ajudar e muito. Aproveite as dicas e faça uma avaliação das suas aptidões: 
Autoconhecimento – É…

Lembrança - cômica - da greve da PM em Fortaleza

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Tizil é uma comédia: "Num se bula, nem faça mungango"

Fixing Broken Windows - Consertando as Janelas Quebradas: uma reflexão sobre o comportamento humano

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Publiquei esse texto, mais longo, ano passado como "Tolerância Zero". Mas o que me chamou atenção dele foi o trecho que posto aqui: uma conversa interessante sobre a Teoria das Janelas Quebradas, sua ascensão, declínio e - como diz o título da postagem - seu conserto. Tem sido uma reflexão permanente para mim nesses tempos. Olhar o que aconteceu com as comunidades de morros cariocas rendidas pelo tráfico e a retomada de suas vidas após a supressão dos criminosos (independente de politicagem) é uma ilustração potencialmente acessível a todos no Brasil. Identificar, relacionar e ressignificar essa ideia nos contextos que nos circundam é, quem sabe, a necessidade mais proeminente. Leia e tire você mesmo suas conclusões. Os créditos são do Luciano Pires.

------------------------- Em 1969, na Universidade de Stanford nos Estados Unidos, o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de Psicologia Social.
Deixou dois carros abandonados na via pública dois carros idênticos, da m…

Introspectiva 2011

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Apresento-lhes um excelente texto para começar as postagens 2012! Aproveito para registrar algumas mudanças no blog esse ano. A foto, a assinatura tradicional que passa a aparecer no rodapé e o "blogueiro" que vos fala. Sim. Só a partir de agora começo a me sentir realmente um blogueiro. Acho que já consegui identificar mais esse cromossomo ao meu DNA. Este, curiosamente, ativado por influência do meio. Acho que se aproveitou de uma certa veia inata que já tinha para escrever, mas que só se sentiu provocada quando descobriu este imensurável mundo virtual. Do tamanho dos meus sonhos. Aqui, sim, cabem meus pensamentos.
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Todo final de ano tem retrospectivas. Quem é que não gosta de rever aquelas cenas que nos tiraram o fôlego ao longo do ano que passou? Principalmente quando editadas em ritmo de filme de ação? Imagens fortes que brincam com nossas emoções.


Retrospectivas colocam molho em nosso rotineiro cotidiano e servem para lembrar como somos sortudos,…

Palavras Vulcânicas 24

"A palavra que escolhemos dizer é expressão do que somos. Por isso é tão perigoso dizer. No que dizemos o outro nos acessa." [Pe. Fabio de Melo]