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Mostrando postagens de Fevereiro, 2011

Mulheres canalhas - Ivan Martins

Bem ou mal, eu sempre acreditei que homens e mulheres são essencialmente semelhantes. Ao contrário da longa tradição conservadora, que, desde a Bíblia, imputa às mulheres pensamento e sentimentos opostos aos dos homens, eu sempre defendi, de forma totalmente intuitiva, que, afora a biologia, as diferenças entre homens e mulheres são apenas culturais – nada que uma geração ou duas de igualdade não fosse capaz de varrer da face da Terra. 
Por pensar assim, eu me surpreendo profundamente com as sugestões de diferenças inconciliáveis entre sexos, sobretudo quando apresentadas pelas próprias mulheres - como acontece no livro Canalhas, substantivo feminino, escrito pela minha colega Martha Mendonça, a gentil, ferina e bem-humorada repórter da sucursal do Rio de Janeiro de ÉPOCA. 
Publicado pela Editora Record, o livro reúne contos sobre mulheres que fazem os cafajestes masculinos parecerem coroinhas. Cada uma dessas histórias é um pequeno compêndio de maldades – maldades que, pela forma e pel…

Como me tornei flamenguista

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Desde que me entendo por gente adoro jogar bola. Minhas lembranças mais saborosas da pré-adolescência estão todas elas ligadas ao esporte bretão, seja na escola ou com os amigos de vizinhança. A paixão começou com a Copa da Itália, em 1990. Foi um impacto a eliminação do Brasil nas oitavas de final, para a Argentina. Chorei muito. Talvez pela decepção deixei de lado, mas depois de um tempo, ela voltou. E de forma definitiva. Quando tinha de 12 para 13 anos, ingressei numa fase de fissura por futebol diferente. Quem é garoto (ou o mantém vivo, despeito à idade) sabe a que me refiro. 
É uma fase em que futebol deixa de ser uma mera "brincadeira", como as outras dezenas, apetecíveis às crianças. É momento de escolher o time do coração. Algo que definiria minha "identidade" dali por diante. Tinha a ver com caráter, personalidade, filosofia de vida, sei lá. Até as amizades encontrariam maior ou menor afinidade dali em diante. Conhecer a escalação dos times, os principais…

Romário melhor. Ronaldo maior.

por Vitor Birner
Logo após o anúncio do término da carreira de Ronaldo começaram as perguntas de quem foi melhor: Romário ou o fenômeno?
A comparação, ao contrário de muitas outras futebolísticas, é pertinente.
Atuaram na mesma posição, ganharam uma Copa do Mundo, foram fundamentais nas conquistas, defenderam o PSV e o Barcelona, marcaram muitos gols e receberam o prêmio de melhor do mundo da Fifa.

Fábio Koff, do Clube dos 13, "vai pro pau"

Uma bela oportunidade para entender os bastidores das negociatas no mundo do esporte mais popular do país. Gente que se importa pouco ou nada com o futebol dentro de campo, se não e$tiverem ganhando fora dele.
por Juca Kfouri
"A ruptura do Clube dos 13 é coisa da CBF e da Globo" Dirigente acusa Ricardo Teixeira e Marcelo Campos Pinto por racha
Na tarde da última quarta- -feira, recebi em meu escritório, no andar de cima de minha casa, o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff. Havia alguns anos que não nos falávamos, fruto de divergências sobre os rumos da entidade que ele dirige. E de críticas ácidas, respondidas por ele no mesmo tom. Considero que o reencontro de anteontem foi fruto da autocrítica de quem quer retomar um caminho, mesmo que pareça tarde demais. Na despedida, e fiz questão de ir com ele até o carro, ouvi: “Estou velho para poder ter tempo de fazer novas reconciliações. Tenho certeza de que, com você, não será preciso mais nenhuma”. Abaixo, seu depoimento, o mais …

O que são negócios sociais?

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por Renan Dissenha Fagundes
Jovens empreendedores como Alessandra França, do Banco Pérola, querem juntar em uma mesma iniciativa eficiência financeira, lucro e busca por melhorias sociais


Alessandra França fundou o Banco Pérola aos 23 anos para ajudar jovens empreendores das classes C, D, E a conseguirem capital para financiar seus projetos
Todo mundo já jogou ou sabe como funciona a dança das cadeiras: há sempre um lugar a menos do que o número de jogadores e quando a música para e as pessoas se sentam alguém sobra e é excluído da brincadeira. Agora imagine o mundo como uma grande dança das cadeiras, só que em vez de um, faltam quatro bilhões de lugares. Quatro bilhões de pessoas - cerca de dois terços da população mundial - sobraram, não conseguiram sentar e foram excluídas da sociedade contemporânea. Zygmunt Bauman escreve sobre essa condição no livro Vidas desperdiçadas, publicado em 2004. Bauman chama as pessoas que sobraram de “refugo humano”. De acordo com o sociólogo polonês, ess…

São revoltas seculares. Por que só se fala das religiões?

Por Robert Fisk (do Bahrain)*
Por que tantos intérpretes cultos, embora impressionantemente antidemocráticos, insistem em interpretar tão mal as revoltas árabes?


Mubarak alegou que os islamistas estariam por trás da Revolução Egípcia. Ben Ali disse o mesmo, na Tunísia. O rei Abdullah da Jordânia vê uma sinistra mão escura – da al-Qa’ida, da Fraternidade Muçulmana, sempre mão islâmica – por trás da insurreição civil em todo o mundo árabe. Ontem, autoridades do Bahrain descobriram a amaldiçoada mão do Hizbollah, ali, por trás do levante xiita. Onde se lê Hizbollah, leia-se Irã.
Por que, diabos, tantos intérpretes cultos, embora impressionantemente antidemocráticos, insistem em interpretar tão mal as revoltas árabes? Confrontados por uma série de explosões seculares – o caso do Bahrain não cabe perfeitamente nessa classificação – todos culpam os islâmicos radicais. O Xá cometeu o mesmo erro, só que ao contrário: confrontado com um óbvio levante islâmico, pôs a culpa nos comunistas.
Se os che…

O que é ser "politicamente incorreto"?

Essa é uma pergunta a ser aprofundada. Abaixo segue um possível começo de resposta. Voltaremos a falar sobre o tema. 
"Ser politicamente INcorreto é comportar-se de acordo com seus valores e convicções, sem submetê-los às regras e modismos da sociedade ou de grupos que se dizem representantes de segmentos da sociedade. Uma mulher que anda pelas ruas da Arábia Saudita sem o véu cobrindo o rosto, é politicamente incorreta aos olhos da sociedade Saudita. Recusar-se a matar o oponente submisso na arena era politicamente incorreto na Roma de antes de Cristo. Afirmar que Deus não existe é ser politicamente incorreto para os cristãos. Resumo: "politicamente correto" é um rotulo que determinados grupos pregam nas pessoas. Portanto, quem define se você está politicamente correto ou incorreto é o contexto. Submeter-se à censuras internas - indo contra seus valores - para não ser taxado de "politicamente incorreto" é deixar que outros digam como você deve se comportar. Po…

O tempo e as jabuticabas - Rubem Alves

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Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela [criança] que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando e…

A experiência de amar minha esposa

Outro dia vi uma entrevista de um velhinho estadunidense que falava (sem ter sido diretamente provocado) da esposa mais ou menos nos seguintes termos:

"(...) encontrar a minha esposa foi como descobrir uma espécie de combinação cósmico-divina que potencializou minha capacidade de ser um bom homem, um bom esposo, um bom pai, um bom profissional (...) e, desde que a conheci, faz de mim o ser humano mais feliz do mundo!"
Me arrepiei todo, pois me descobri plenamente representado naquela experiência. Assim como me senti nesse texto, que podemos apreciar mais abaixo.
A experiência de gratidão por ela me fazer tão bem não me impulsiona a fazer o "mesmo", como se fosse uma "troca". Não, não quero retribuir nada. Quero fazê-la feliz porque isso move meu sentido de existir. Fazê-la feliz virou uma missão. Sem esperar nada em troca, a não ser perpetuar dentro de mim o bem-estar em fazê-lo. 
A mitologia nos ajuda a entender a profundidade das experiências humanas. Ofere…

Sobre árvores e grupos de jovens

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A árvore pejoteira Rogério Oliveira
Existem muitos tipos de árvores. Há aquelas que são conhecidas por seus frutos, outras pelas belas flores, algumas pelo seu porte e outras tantas pela sombra gostosa que oferecem em dias de calor. 
Não sou especialista em árvores, mas gosto muito delas. Há uma, em particular, que em alguns lugares corre o risco de extinção, mas em outros cantos floresce e frutifica plenamente. Chama-se árvore pejoteira.
Como é que você pode identificar uma delas? Fácil, fácil! Árvores pejoteiras não são solitárias, quando elas brotam, estão sempre em grupo. É possível encontrar dez, doze ou quinze árvores pejoteiras numa região bem próxima.
Há algumas árvores (que não são pejoteiras), que quando crescem num solo muito pobre, tendem a fazer crescer suas raízes mais horizontalmente, para aproveitar dos nutrientes que estão mais na superfície. Este emaranhado de raízes pouco profundas acaba impedindo que outras árvores cresçam ao redor da primeira. Ela se alimenta, mas vive…

Palavras Vulcânicas 12

A gênese de muito sofrimento está na inadequação entre o que queremos da vida e o que dela alcançamos. O desafio é nunca permitir que a frustração que nasce dos fatos venha determinar os motivos da existência. O que somos é infinitamente superior ao que fazemos, mas é na mistura do que somos e fazemos que descobrimos o sabor da vida. [Pe. Fábio de Melo]

Mensagem do Papa para a Quaresma 2011

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos a mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2011, com o tema «Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes» (cf. Cl 2, 12). O texto foi apresentado hoje pela Santa Sé. 
«Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes» (cf. Cl 2, 12) 
Amados irmãos e irmãs! 
A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma). 
1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Baptismo, …

Veja, mas não Creia!

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O Caso de Veja
Luis Nassif
O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja.Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico.
Para entender o que se passou com a revista nesse período, é necessário juntar um conjunto de peças.
O primeiro conjunto são as mudanças estruturais que a mídia vem atravessando em todo mundo.
O segundo, a maneira como esses processos se refletiram na crise política brasileira e nas grandes disputas empresariais, a partir do advento dos banqueiros de negócio que sobem à cena política e econômica na última década..
A terceira, as características específicas da revista Veja, e as mudanças pelas quais passou nos últimos anos.
O estilo neocon
De um lado há fen…

Comunidade Católica Shalom também é fruto do Marista!

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Não dá para falar na história do Shalom sem contar a história do Moysés. E o contrário também vale. É indissociável. A biografia de Moysés Azevedo tem como principal marco a fundação do movimento Shalom, comunidade da renovação carismática da Igreja Católica. Mas não é só isso – e isso já é muito.
Moysés é o único homem dos filhos. Foi dos mais esperados, desejados e queridos. A mãe queria muito um menino. Mas veio logo uma menina. Assim como a segunda. Seguida da terceira, da quarta e da quinta. A mãe rezava, pedia a São Francisco e, em troca, o faria padre. Até que o sexto filho foi Moysés.
Mas de igreja, de missa, de padre, ele nem queria saber. Foi um encontro de jovens que mudou a vida do adolescente de 15 anos. Sentiu-se tocado pela graça divina. Sentiu a experiência do amor de Deus, como ele repete. E a partir daí, quis dar de graça o que de graça recebeu – como também enfatizou várias vezes na nossa conversa.
Conversa em que fala dos trabalhos do Shalom, da dedicação dos missioná…

Brasil atual do ponto de vista estadunidense

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Marcelo Adnet ironiza eleitores serristas no Comédia MTV

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Brasileirão: a Globo blefa

por Marco Aurélio Mello, no DoLaDoDeLá
O que há por trás da negociação pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro nas temporadas de 2012 a 2014 é muito mais do que uma disputa de dois grupos de comunicação por público e receita. Em jogo está uma mudança de paradigma na televisão brasileira. Assim, tenho minhas dúvidas se a Rede Globo não vai mesmo participar da disputa.
Quando comecei a trabalhar lá, nos anos 90 do século passado, era corrente a história de que o esporte pagava sozinho todos os salários do departamento de jornalismo. Ainda que não seja mais assim, é significativo, não só o faturamento em si, mas o esporte como estratégia para alavancar e organizar a grade de programação.
A Rede Record, num lance ousado, ofereceu a possibilidade de alterar o horário da rodada de meio de semana para 20h, o que para o torcedor é o melhor dos mundos. E no horário nobre, uma revolução. Já imaginou um jogo do Flamengo, no Rio, do Corinthias, em São Paulo e de outros grandes em seus…

Evolução da descrição do blog

"Este blog existe desde 2007. No começo até consegui dar mais atenção. A vida de jovenzinho, porém, foi ficando pra trás e as responsabilidades cada vez maiores foram me limitando estar por aqui renovando as informações e conteúdos. A partir do fim de 2010, entretanto, comecei a perceber que adquiri uma rotina de leituras e escritas interessante. Sendo assim, desejo partilhar - ainda jovialmente - mais dos meus pensamentos com todos que se interessarem. Partilho acerca de tudo, mas especialmente sobre Política, Educação, Religião, Espiritualidade e Projetos de Vida. Todos relacionados - candentemente - às Juventudes."
Decidi começar a deixar registrado o que pensava sobre mim mesmo e sobre este blog pelo qual tanto me interesso. Apesar de já ter perdido as primeiras descrições, segue válida a intenção.
Na raça e na paz Dele, J. Braga.

Os patrulheiros do Lula

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Um império contra um operário Mauricio Dias

Nunca foram boas as relações entre a mídia brasileira e o torneiro mecânico Lula, desde que, nos anos 1970, ele emergiu no comando das jornadas sindicais no ABC paulista, onde estão algumas das empresas do moderno, mas ainda incipiente capitalismo brasileiro. Em consequência, quase natural, o operário não foi recebido com entusiasmo quando, após três fracassos, venceu a disputa para a Presidência da República, em 2002.
Os desentendimentos se sucederam entre o novo governo e o chamado “quarto poder” e culminaram com a crise de 2005 quando televisões, jornais, rádios e revistas viraram porta-vozes da oposição que se esforçava para apear Lula do poder. Inicialmente, com a tentativa de impeachment. Posteriormente, após esse processo que não chegou a se consumar, armou-se um “golpe branco” em forma de pressão para o presidente desistir da reeleição, em 2006.

A presidente foi estudante, mas é presidenta

O que falar de Dilma? Marcos Coimbra
Pelo que parece, a “grande imprensa” vai passar quatro anos a se remoer. Achava que a presidenta seria cópia piorada de Lula. Dá-se o caso que, neste início de governo, ela surpreendeu a mídia. Exatamente no que menos se esperava: está fazendo, desde o primeiro momento, o governo dela
É engraçado ler nossa “grande imprensa” nos dias que passam. Seus colunistas e comentaristas vivem momentos difíceis, dos quais tentam escapar com saídas cômicas.
A raiz de seus problemas é que não sabem como lidar com Dilma Rousseff. Talvez achassem que seu governo seria óbvio. Que ela seria uma personagem que conseguiriam explicar com meia dúzia de ideias prontas.
Imaginavam, talvez, que o compromisso que ela assumiu com a continuidade do trabalho de Lula faria com que ficasse de mãos atadas. E, quando ela confirmou vários ministros e auxiliares do ex-presidente na sua equipe, devem ter tido certeza de que suas expectativas se confirmariam.
Achavam que Dilma seria uma cóp…

TV Globo pode dar adeus ao Brasileirão

Do Vermelho
Pela primeira vez, a TV Globo admite abrir mão do Campeonato Brasileiro de Futebol. Uma reunião de cúpula na quarta-feira passada definiu a posição da Globo na mais importante concorrência entre as TVs neste ano: a que decidirá em março quem transmitirá os Brasileirões de 2012, 2013 e 2014.
Hoje, a emissora da família Marinho paga R$ 250 milhões por temporada pelos direitos de transmissão para a TV aberta — e cerca de 600 milhões, quando se incluem a TV por assinatura, pay-per-view, etc. O Clube dos 13 já disse às emissoras que pretende, no mínimo, dobrar essa quantia.
A Globo está fazendo contas realistas. A emissora vai procurar o Clube dos 13 nos próximos dias para dizer que, por esse valor, está fora da disputa. Avalia que a partir de determinado montante não há retorno financeiro.

Relativismos estadunidenses

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Relativismo

Deus e o ar...

Deus é como o ar.
Quando a gente está em boas relações com ele, não é preciso falar.
Mas quando a gente está atacado de asma, então é preciso ficar gritando por Deus. Do jeito como o asmático invoca o ar.
Quem fala com Deus o tempo todo é asmático espiritual.
É por isso que anda sempre com Deus engarrafado em Bíblia e noutros livros e coisas de função parecida.
Só que o vento não pode ser engarrafado...
Rubem Alves ---------------------- Na raça e na paz Dele, J. Braga.

Não "seque" sua equipe. Eleve-a!

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Poços e escadas: uma lição de liderança - Luciano Pires
Sempre que começo uma palestra examino a platéia à procura das pessoas que reagem com expressões de contentamento e de concordância com minhas palavras. Pessoas conectadas comigo, que servirão como minhas “escadas”. É nelas que repouso o olhar de quando em quando. Cada vez que troco olhares com uma “escada”, sinto que estou agradando a todos! Isso me energiza, dá segurança e faz com que a palestra ganhe energia e interatividade. Ao final, se uma escada vem me cumprimentar, eu conto que a usei e agradeço pela ajuda. 
Mas sempre há os opostos das escadas, que eu chamo de “poços”: gente com expressão séria ou de enfado, que dá sinais explícitos de discordância. Gente que passa a impressão de não estar gostando do que está vendo e ouvindo. Também localizo os poços, para desviar o olhar. Dessa forma evito a impressão de que não estou agradando. Poços me deixam inseguro, desenergizam, tiram o tesão.
Uma vez, um senhor já com seus sessenta…

Olhar de Jardineiro

No jardim, o que ensina a esperar é o olhar do jardineiro.
Olhar que espera, que rega e acredita no novo florir.
Olhar de paciência
Olhar de sonhos
Olhar de esperanças.


No jardim, o que faz superar as pragas é o olhar do jardineiro.
Olhar que cuida, que poda, que faz enxertos.
Olhar de lutas,
Olhar de cuidados
Olhar de desafios.


No jardim, o que descobre a beleza única das diferentes rosas é o olhar do jardineiro.
Olhar que admira, que acolhe, que observa.
Olhar de escuta
Olhar de amizade
Olhar de confiança.


No jardim, o que enfeita as rosas é o olhar do jardineiro.
Olhar que vai além da aparente semente e vê a rosa que virá.
Olhar que respira o jardim todo florido
Olhar de infinito
Olhar do amanhã
Olhar de Utopias.


Iran de Maria ------------------------- Na raça e na paz Dele, J. Braga.

Manifesto de teólogos alemães pela mudança na Igreja

por Ir. Afonso Murad
No início de fevereiro, um grupo de mais de 140 teólogos(as) alemães, suíços e austríacos lançou a público um documento, manifestando a necessidade de mudanças na Igreja católica. Apresento abaixo o núcleo deste texto, para sua reflexão e posicionamento.
(..) Como professores e professoras de teologia sentimos a responsabilidade de contribuir para um autêntico novo início: 2011 deve tornar-se um ano de virada e reconversão para a Igreja. Os desafios concretos com que a Igreja deve confrontar-se não são, de fato, novos. E, no entanto, não são visíveis as reformas que considerem o futuro. É necessário levar em frente um diálogo aberto nos seguintes âmbitos:
1.- Estruturas de participação: em todos os campos da vida eclesial a participação dos fiéis é a pedra de toque para a credibilidade do anúncio de liberdade do Evangelho. Conforme o antigo princípio jurídico: “O que diz respeito a todos, deve ser decidido por todos” são indispensáveis mais estruturas sinodais em tod…

Mágicos e ilusionistas me fascinam

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Mágicos e ilusionistas me fascinam. E existe uma diferenciação entre eles. Mágicos seriam os profissionais que fazem truques usando o mínimo de auxílio externo. Ilusionistas seriam o oposto. Aqueles shows sofisticados, cheios de iluminação, fumaça, traquitanas, belas ajudantes, elefantes, caminhões e explosões são coisa de ilusionistas. Mas tanto o mágico como o ilusionista só são bem sucedidos quando conseguem comandar nossa atenção. É aí que está o truque: comandar nossa atenção. 
Enquanto focamos a atenção na fumaça, nos espelhos, na ajudante, no gesto largo, na capa vermelha ou na varinha mágica o ilusionista e o mágico realizam o truque que nos deixa maravilhados. Atenção é o nome do jogo. É a partir dela que eles conseguem trabalhar nossas sensações e percepções. Quando não conseguimos prestar atenção a alguma coisa, essa coisa não fica gravada em nossa memória. E o ilusionista aproveita… 
Foi o filósofo grego Platão que lançou cerca de 2500 anos atrás as bases da Epistemologia, a…