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Mostrando postagens de Maio, 2008

Educação e Responsabilidade II

E eis minha resposta...
Estimado Luciano,
Primeiro. Gostaria de manifestar minha alegria em receber, pela primeira vez, uma palavra sua diretamente. Admiro - como outrora já manifestei - você, sua trajetória de vida, seus textos e artigos. É uma honra...
Sobre o artigo em questão e sua última postagem, concordo com a última postagem . De fato, há uma dimensão de responsabilidade importantíssima por parte dos educadores. O que me pareceu precipitado foi você propor como "saída" os tópicos desse tal site trazido no início. Neles, há evidentes indícios de procura por uma educação completamente livre de ideologias, algo que você - com muita clareza - já admitiu ser impossível.
Sem maiores delongas, creio que consegui manifestar suficientemente meu pensamento. Agradeço a você, Luciano, por proporcionar esse espaço de reflexão e aos demais colegas pela possibilidade do debate.
Abraço a todos! 
Na raça e na paz Dele, J. Braga.
P.s.: O site citado era um tal escola sem partido. Este, na ver…

Educação e Responsabilidade I

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As duas últimas postagens são colocações minhas no site do Luciano Pires. Um dos comunicadores mais admirados por mim nos últimos tempos. Nessa semana ele escreveu sobre educação. Como é minha área, procurei tecer algumas opiniões e, creio eu, parece que ele gostou. Pra mim foi uma honra, inclusive, que ele tenha se dirigido a mim diretamente por causa dos comentários que fiz. Abaixo, o que ele me escreveu:
Caro Braga, é claro que a ideologia de cada um está impregnada até em seu modo de andar, de vestir, de falar. É impossível ser neutro em qualquer ação. Neutralidade na educação é o mesmo que neutralidade na imprensa: impossível! Mas não é esse o ponto que eu quis levantar em meu artigo.
Vamos ao exemplo: você vai até uma locadora de vídeos. Acessa a área exlusiva para vídeos pornográficos. Aluga um e leva pra casa. Durante todo o tempo você sabia o que estava fazendo, os vídeos expostos naquela área tinham uma proposta clara e você tinha certeza que ao chegar em casa veria exatamente…

Não existe educação neutra II

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A ideia central da minha colocação é: não existe educação neutra. Ou imparcial. Nem deveria existir mesmo. No discurso é algo inteligível, na prática, algo impossível.
Qualquer que seja o professor, por mais cuidadoso que tente ser, não vai conseguir abster-se totalmente - na hora de seu discurso - de suas estruturas de compreensão do mundo, projetos de vida, de família, de sociedade e de humanidade, pois daí decorre(m) a(s) mais mínima(s) ideologia(s) que seja(m).
A juventude espera educadores que lhe sejam próximos. E como ser próximo do jovem se não mostro quem sou, inclusive com minhas opções ideológicas? Um educador que faça pose de neutro é rapidamente neutralizado no meio deles. Como se diz em minha terra: nem fede, nem cheira. Jovem não gosta de gente "sem opinião própria", segundo eles mesmos dizem. 
Educador, seja dos que enxergam o mundo "vermelho" ou "azul", mas seja! Se por razões profissionais é delicado a explicitação de opções partidárias…

Não existe educação neutra I

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Terminei o Ensino Médio há não muito tempo, mas ainda se chamava segundo grau. Escola católica, marista, referencial da cidade de Fortaleza, na época, com mais de dois mil alunos. Estudei toda minha vida por lá e - obviamente - tive professores marcantes. Dois deles, em especial, trago aqui para o Blog: Clodomir Freire (História) e Itamar Medeiros (Filosofia e Atualidades, além de Inglês). O primeiro, alinhado com o pensamento de esquerda e "confessionalmente" marxista, como boa parte dos professores de História. O segundo, conservador, intelectual de direita, já havia morado nos EUA muito tempo e profundamente convencido da evolução natural e material do mundo sob a batuta capitalista.
As aulas dos dois, no Terceirão, eram as mais aguardadas por nós alunos.
Quando Clodomir entrava em sala, além de conseguir ministrar seus conteúdos específicos com muita competência e bom humor, sempre encontrava formas de fazer-nos refletir sobre nossa implicação de jovens protagonistas na …

Amor de pai...

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“Eu, muitas noites, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas feitas para a tua..." (Vinícius de Moraes) ---------------------- Na raça e na paz Dele, J. Braga.


P.s.: Essa foto foi postada durante a Copa do Mundo de 2010 (como dá pra imaginar). A frase de Vinícius de Moraes foi postada, em 2008, semanas antes de saber que ia ser Pai. E como é bom sê-lo! (Salvador, 29 de janeiro de 2011)